Ambashthaki - Chá de hibisco

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A vinagreira, caruru-azedo ou quiabo-roxo (Hibiscus sabdariffa) é um arbusto semi-lenhoso, bianual ou perene, ereto ou ramificado conforme a condução. Com origem controversa, África ou Ásia, pode chegar aos 3 metros de altura. É cultivado comercialmente, devido às suas propriedades medicinais, mas também tem seus usos ornamental, têxtil e culinário. Apesar da África ser o maior produtor, o maior exportador é a Alemanha, que agrega valor aos cálices importados da África.

O chá de hibiscus, assim como o chá verde, tem propriedades medicinais, e com esse intuito tem sido cultivado no Brasil, através da iniciativa da bióloga Lúcia Helena, que se dedica a investigar substâncias fitoterápicas há pelo menos 20 anos. Seguindo esse percurso ela deparou com o cálice das flores de uma espécie conhecida como Hibiscus sabdariffa, que provém da Ásia, especialmente da Índia, e da África.

A infusão pode ser feita por qualquer parte da planta, mas o melhor sabor está nos cálices, sendo indicada para: anti-escorbútica, estomáquica, diurética, emoliente, peitoral e calmante. Seus princípios ativos são: ácido oxálico, oxalato de potássio e carboidratos.É muito apreciada também na culinária típica do Maranhão sendo um dos principais ingredientes do Arroz de Cuxá. Os cálices florais podem ser utilizados para picles em conserva.

Hoje a cientista se empenha em elaborar o chá de hibiscus consumido no Brasil, o qual atua no aceleramento do metabolismo, além de impedir o aparecimento do diabetes de tipo 2, de reduzir a produção do colesterol, bem como de diminuir os níveis de lipídio e glicose na circulação sanguínea.

Além do mais esta substância atua como calmante, é diurético e laxante, superando os benefícios oferecidos pelo chá verde, pois tem um baixo teor de cafeína. No Ocidente ela só se tornou popular depois que os indianos passaram a enviá-la para os EUA, a Alemanha, Inglaterra e França.

O cultivo do Hibiscus sabdariffa exige uma atenção maior, mas o resultado final é plenamente satisfatório, com o desenvolvimento de uma pequena planta perfeitamente agradável à visão, detentora de flores e folhas de intenso valor medicinal. Seu cálice é o elemento mais valioso em termos de produção alimentar.

Portador de antocianina, que integra o grupo dos flavanóides, sendo assim similar ao vinho, com a vantagem de não possuir álcool em sua composição; e de mucilagem, pigmentos flavonóicos, acido tartárico, málico, cítrico e hibístico, fitosteróis, como o sitosterol, campestrol, ergosterol, estigmasterol, ele traz vastos benefícios à saúde do organismo.

As flores dos hibiscus contêm: 15-30% ácidos da planta, incluindo os ácidos citrico, malico e tartarico e um ácido hydroxy-citrico original, que chamaram de "o ácido do hibiscus" que dão ao chá um gosto "azedinho" agradável. As flores contêm também aproximadamente 1,5% anticianinas including o delphinidin 3-sambubioside, delphinidin, cyaniding 3-sambubioside que dão a coloração ao chá vermelho. As flores contêm mucilagem mais de 15% e fazem um chá agradavelmente doce, que em Hidrólise apresenta traços do galactose, da arabinose, do glucose, do rhamnose, do ácido galacturonic, do xylose e do mannose. Em descanso, somente as substâncias ubiquitous foram detectadas.

Este chá atua também como antioxidante, adia o envelhecimento da pele, além de ser abundante em cálcio. Ele também é utilizado na fabricação de produtos alimentares, como geléias, chutneys, coberturas, molhos de pimenta e temperos, podendo assim ser amplamente empregado para a confecção de pratos gastronômicos finos, como cogumelos shitake, salmão e queijo Brie, entre outros.

chá contem também concentrações elevadas dos flavonoides roxos coloridos chamados de anticianinas que são antinflamatórios. As anticianinas são benéficas para a pele e a saúde vascular e são conhecidas também por revestir a superfície das membranas da pele para protegê-las dos danos dos radicais livres.

Só recentemente a produção do chá de hibiscus se nacionalizou, pois há dez anos ele era obtido apenas como um produto importado. A bióloga Lúcia Helena ganhou várias sementes de um agrônomo recém-chegado da Alemanha, e a partir de então se encantou com esta substância largamente utilizada entre egípcios, gregos, jamaicanos e espanhóis.

O hibiscus pode igualmente ser consumido na forma de suco, com uma colher de chá da flor mergulhada em um litro de água de um dia para o outro. Depois é só misturar no liquidificador com as frutas preferidas. Como chá basta colocar o produto em água quente e deixar ferver por três minutos. Ele pode ser consumido aquecido ou gelado, dependendo da temperatura ambiente e do gosto de cada um. Seu sabor é levemente azedo, ideal para os brasileiros.

Mas atenção! o hibisco usado no chá é o Hibiscus sabdariffa. Ele é diferente da flor ornamental hibisco-da-china ou rosa-sinensis, muito comum nos jardins:

hibiscus-sabdariffa
Hibiscus sabdariffa
hibuscus-rosa-sinensis
Hibiscus rosa sinensis



Cultivo

O Hibiscus sabdariffa é um arbusto anual e semi-lenhoso. Nas plantas novas, as folhas são inteiras e simples, mas depois, com o seu crescimento, as novas folhas são recortadas, formando de 3 a 5 lóbulos. Existem seleções com maior ou menor quantidade e tamanho de folhas, nas cores verdes ou avermelhadas. As flores apresentam os dois sexos na mesma flor (hermafroditas). As flores são axilares, formadas ao longo da haste da planta e podem ser amarelo-pálidas, rosa-arroxeadas ou purpúreas. Os cálices são carnosos e vermelhos, com mais ou menos 2 centímetros de comprimento, e recobrem os frutos ovais onde estão as sementes.

Por se tratar uma planta adaptada ao clima quente, se desenvolve bem em temperaturas superiores a 21ºC. O solo ideal para o cultivo deve ser bem drenado, profundo e com alto teor de matéria orgânica.

Quanto à adubação, recomenda-se apenas adubo orgânico, sendo indicado colocar 2 litros de composto orgânico ou húmus de minhoca por cova antes do plantio. Àmedida que a planta for se desenvolvendo, pode-se fazer adubações de cobertura utilizando os mesmos adubos, só que desta vez colocando-os a 10 cm do colo da planta. Não há necessidade de usar agrotóxicos em nenhuma fase do cultivo.

Os cálices do Hibiscus sabdariffa são colhidos enquanto ainda estão tenros e suculentos, cerca de 10 dias antes do surgimento das flores.

 

Na Ayurveda...

hibiscus-sabdariffa

Sânscrito:   Ambashthaki, Ambastha, Amblika, Mbika, Bahumula, Suchimukha, Sahastra, Amavikashi, Ekaishika

Hindi:   Patwa, Patsan, Patna

Propriedades          
•   GUNA: Laghu
•   RASA: Madhur, Amal, Tikt, Kashay
•   VIPAK: Amal
•   VIRYA: Sheet
•   PRABHAV: Kaphapittashamak

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Helena
Helena

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