O homem mais pobre

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Um dia um monge deixou seu ashram e saiu pela rua principal da cidade, tilintando algumas moedas de cobre na palma de sua mão. Assim que os mendigos o rodearam, ele anunciou que ele só daria aquelas moedas ao homem mais pobre da cidade. Como as mãos exigentes o espremiam por todos os lados, ele continuava dizendo, “Não, não é você - você não – você não,” e continuou a caminhar.

De repente uma fanfarra de trompetes obscureceu o barulho da cidade. Os guardas se  apressaram abrindo caminho rua abaixo em meio ao tumulto, proclamando que o Maharaja estava deixando o palácio em seu elefante real.

As pessoas margeavam a rua com grande ansiedade em fazer reverências a seu rei, mas o monge entrou na frente do elefante, e, dirigindo-se ao rei em voz alta, disse, “Oh Grande Maharaja! Tenho algo para você.” E ele lançou as moedas de cobre para o rei.

O rei ficou surpreso e exigiu saber porque o monge estava sendo tão impertinente.

“Sua majestade, fiz um voto que hoje eu daria essas moedas de cobre ao homem mais pobre da cidade.”

“Eu!?” gritou o rei. “Eu sou o dono dessa cidade! Eu sou o dono do país inteiro! Como você pode dizer que eu sou o homem mais pobre?”

“Porque você constantemente anseia  por mais posses.”
 
 
Hari Om Tat Sat

Henrique Saad: no caminho da Yoga desde 2005, dá aulas e retiros na Chácara Anahata, em São Roque -  www.chakraanahata.org  --  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.



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